Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Tudo preparado para mais uma noite de festa. Antes de se dirigir à casa de praia de Eduardo, Bernardo encarrega-se de se fornecer do produto milagroso e já indispensável ao bem-estar e alegria dos seus momentos de diversão. Na Ribeira, já conhece os pequenos traficantes e sem receio busca aquilo que pretende. Aqui também já o conhecem. O betinho, como é tratado por aqueles que lá são nados e criados, é um comprador regular. Nas vielas é protegido porque sabem ser um cliente certo e inofensivo. O dinheiro não escasseia para Bernardo e, como tal, sobra para dispender em vícios cada vez menos inconsequentes. Gradualmente o consumo aumenta e o que começou por ser uma pequena brincadeira deixa de o ser a partir do momento em que o corpo já não consegue deixar de pedir o que lhe está em falta. Sem se aperceber do rumo dos acontecimentos, Bernardo torna-se um pequeno vendedor aos colegas que receiam ir para os sítios mais inacessíveis e perigosos da cidade, aqueles que não tencionam ver o seu nome associado ao flagelo. Já este, com a coragem incrementada pela necessidade, começa a conhecer e viver nos ambientes decadentes da cidade do Porto. De forma disfarçada para os mais desatentos e desinformados sai de lá com o objectivo cumprido.

Após curta viagem, foi o último a chegar a casa de Eduardo e por esta altura já alguns se encontravam alegremente alcoolizados. Enquanto isto, os mais moderados abandonam e despedem-se. Agora, apenas restam os dois amigos, Alexandra e Cátia. Era uma animação despida de preconceito e disponível para a mais pura farra dionisíaca, uma festa à boa maneira de Baco. O ponto em que se encontravam e o à vontade demonstrado faziam supor boas atitudes mundanas dado estarmos em presença de quatro seres extrovertidos, liberais e dispostos a tudo pelo prazer emocional...

- Está muito quente aqui não acham? Dizia com malícia explícita Eduardo, cada vez mais homem cioso de prazer carnal. Simultaneamente, arrisca com dose de certeza a passar a mão na perna despida de Alexandra que sobressai numa provocante mini-saia. Ela sorri, daquela maneira que só as mulheres acessíveis e interesseiras conseguem. Mas como ela era vistosa, chamativa e quente...

Um sorriso que o estimula e lhe transmite a certeza de noite inesquecível...   

publicado por jaimepedrosa às 23:07
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1 comentário:
De brmf a 10 de Outubro de 2006 às 10:04
Daqui a nada és um liberal convicto. Já faltou mais.

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