Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

FIM DO 2º CONTO

 

Foi ao pensar em ti e querendo homenagear-te Eduardo...
 
Envio estas palavras para um Mundo que espero ser mais justo contigo...
publicado por jaimepedrosa às 09:24
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Em casa, Eduardo revive o passado, toca as suas coisas com a saudade do longo mês de retiro na intensiva cura. Parece animar novamente e lutar com todas as forças para o regresso definitivo ao conforto do qual já se tinha desabituado. O jantar preparado com todo o carinho para acolher com ternura o menino ausente. Pela primeira vez unidos. Quase sempre juntos, porém a desgraça logrou pela primeira vez sentirem-se uma verdadeira família. Eduardo tinha sono, o cansaço arrasador provocado pelos medicamentos. Como sonhava já voltar a dormir na sua cama, no conforto do lar.

Após umas boas horas de sono, o corpo não relaxa e volta a pedir a diabólica solução, o caminho mais fácil para a tranquilidade. Provavelmente, a dose dos medicamentos não seria a mais indicada, a meio da noite suava, sentia desequilíbrios infernais que o atormentavam, faziam-no sentir receio de quebrar e de um regresso à indesejável situação prévia.

 

O que é o homem perante o descomunal poder do vício que envolve o organismo, não lhe deixando margem mínima à vontade, ao querer? Quando querer não é poder, mas uma frágil tendência que submerge pelo desejo físico indomável. – Tenho de arranjá-la agora mesmo. Pensa e ao tremer violentamente apodera-se de Eduardo a solução mais evidente, mais acessível, não evita o recurso à droga. Novamente desaparecido na noite intensa, reencontra-se com aqueles que deveriam ser as últimas pessoas a visitar na curta estadia junto da família.

 

Um passo sem retorno, afunda-se definitivamente no submundo, junto dos moribundos e desgraçados cidadãos, infelizes que não evitam a fuga, mas aquela que mostra o caminho para o abismo.

 

Ninguém sabe onde está Eduardo. O desespero intensifica-se, agrava-se, havia fugido e nem os telefonemas e buscas se revelam eficazes, tudo em vão, ninguém sabia onde ele se encontrava.

 

A uma curta distância de casa, mas afastado de tudo e todos, excepto daquilo com que não consegue deixar de conviver. A falta de dinheiro obriga-o a viver como um marginal, um fora da lei aparente, o que não reflecte a essência deste e de muitos homens que assim se vão arrastando no meio que os evita, rejeita pelo medo. Um comportamento selectivo tão discriminatório como natural e aceitável.

 

Os becos e bairros do Porto são agora a sua casa, não se sente filho de ninguém, preso à droga que o consome, não é encontrado porque ronda os sítios que os outros, os do Mundo real, não ousam invadir.

 

A decadência devora-o de forma avassaladora. Num curto espaço de tempo viu-se forçado a trocar toda uma vida de conforto, o sonho de quase todos por uma miséria que não pediu e que o atingiu de uma forma tão inocente como fatal. Mas será que a história, o percurso de Eduardo não será precisa ou aproximadamente aquela que já vimos ou vivemos tão de perto? A que vitimiza alguém que num aziago dia apenas quis ver o que era novidade, ser um pouco diferente, quebrar a rotina ou demonstrar aos outros que também era capaz. Como o castigo por alguns destes dias é desproporcionadamente austero, cruel…

 

Cerca de um ano passado sem notícias, numa conformação inquietante, desoladora, o telefone toca. Sem esperar nada de novo, até porque já tinha passado o período em que aguardavam as boas novas.

 

Ás secas, ásperas palavras da ciência segue-se um silêncio aterrador, as lágrimas tanto tempo contidas caiem abruptamente da face da mãe de Eduardo. Havia falecido de overdose…

 

Vidas inteiras pela frente retiradas com a violência implacável duma morte cega, não contempladora da inocência, da natural irreverência irreflectida da juventude…            

publicado por jaimepedrosa às 23:58
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

Para que te quero?

Eduardo recostado no sofá da sala de convívio da clínica, sedado, dormente, em pijama, começa a sentir a falta que o instabiliza a espaços. O passar dos dias torna-se doloroso pelas reacções orgânicas habituais de um processo de recuperação desta natureza. Não tão magro como nos dias que antecederam o internamento, melhora o aspecto físico. A disciplina imposta pelos enfermeiros obriga os pacientes a manterem máxima higiene.

 

Poderá estar aqui um ponto de viragem num rumo que viu de perto o abismo, uma declinação vertiginosa.

 

Alguns, os mais vulneráveis, não toleram o regresso à normalidade social pelo sacrifício físico que lhe é adjacente. A violência da cura força a quebra de muitos que sofrem recaídas. Eduardo repara na fuga de alguns colegas. – Já não aguento mais estar aqui dentro, que dores insuportáveis, tenho de pôr-me a andar daqui para fora. Diz um colega com um período de internamento já superior. – Como é que consegues aguentar isto? Ele não responde, assusta-se com a fragilidade que o envolve, tal como aos outros. As reflexões sobre a dificuldade da libertação deste mal suscitam-lhe confusão emocional. Ao tremer, pelo consumo de um vício que luta com todas as forças para o dominar, para se sobrepor ao seu querer e ao desejo pela libertação e regresso à vida, um medo invade-lhe a alma inquieta…

 

- Eu não vou aguentar isto. Pensa para si mesmo com as lágrimas nervosas a cair-lhe do rosto límpido, pálido. A primeira fraqueza num tratamento que pretendem ser eficaz, de reabilitação.

 

Um mês de internamento consecutivo e são-lhe concedidos dois dias junto da família com recomendações de vigilância absoluta. Nessa manhã de sábado, com a mochila às costas, esperando pelos pais na entrada do hospital, Eduardo parecia novamente a criança que era há bem pouco tempo. Emocionado, abraça-os como nunca, nem mesmo em pequeno demonstrava este carinho; não podia retribuir aquilo que não lhe davam. A felicidade instantânea motivada pelos presentes que sempre recebeu não era acompanhada do afecto, de sentimentos vitais para toda a criança.    

 

  

 

    

publicado por jaimepedrosa às 17:40
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

A maca desliza rapidamente nos corredores do hospital, Eduardo treme de forma electrizante, inexperientes enfermeiros receiam pelo estado dele e com urgência entregam-no aos médicos: - Mais um drogadito. Lança o médico de serviço desprezando a condição de um infeliz possuído por vício. - Oh pá! És sempre o mesmo, que valores tens tu? Riposta o indignado colega sem contestação. - Vamos lá mas é tratá-lo!

A situação tornou-se controlada. 

Os pais viveram o pior susto das suas vidas ao ver o filho sofrer na inconsciência: - No que este rapaz se foi meter; mescla-se alívio, dor e relativa vergonha quanto aos reflexos no contexto social. Todavia, relegando essa preocupação para segundo plano, assumem a suprema importância de apoiá-lo num momento de dificuldade extraordinária.

Com plano médico de recuperação delineado, acompanhamento dos pais repentinamente atentos e com a diligência exigida, Eduardo submete-se a internamento em clínica para curar a doença. Ao empenho de médicos, interesse dos pais, combatendo a distância dos pretensos amigos que o deixam para trás, dever-se-á juntar uma tremenda força de vontade: - Quero libertar-me deste mal o mais rápido possivel! Cai finalmente em si. Desabafando em lágrimas, abraçando com uma carinhosa revolta os pais que não controlam as emoções, indignados sofrem e temem um castigo desproporcionadamente violento. - Tens de conseguir meu filho. O pai soluça, afoga a respiração em lágrimas...

Após uma curta visita na clínica de internamento, abandonam-no, apenas temporariamente, regressando ao lar destroçado na noite fria, de negritude que a lua não compensa com a luz ténue, fosca, escassa... 

publicado por jaimepedrosa às 17:54
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Eduardo isolava-se mais que o habitual pela incontornável fuga dos antigos colegas.

 

Numa destas noites de solidão, no quarto, arrisca-se a refugiar-se uma vez mais na alucinação provocada. Completamente pedrado, cai sobre a cama, flutua, entrando num estádio que entendia ser de superior elevação.

 

 Finalmente, o pai desconfia e chama-o junto à porta. – Eduardo abre a porta! Ele não responde, está perdido num transe. – Abre a porta agora! Sem resposta e pensando já o pior, a confirmação dos mais perigosos prognósticos. O pai com violência derruba a porta, vê com os seus olhos aquilo que sempre recusou a aceitar e pensava ser um problema de pobres e miseráveis. O seu filho é também alvo deste drama social. – Meu filho o que andas a fazer? Num monólogo mudo sem contestação e desesperado, chora junto da mulher. – O que fizemos para merecer isto? O desespero familiar é uma realidade da qual não se podem esconder. Tomando o pulso a Eduardo, como abstractamente nunca fizeram, quando o vêm prostrado naquela cama, num quarto de príncipe como todos os miúdos ambicionariam ter, o coração bate num expressivo ritmo imparável.

 

– Temos de o levar ao Hospital já! A mãe, que justificadamente alertou num passado bem recente, abraça o marido com as faces em lágrimas. O casal não conhecia a união que surge como que do nada quando a desgraça se abate sobre o meio familiar.  

 

Já numa ambulância, Eduardo, que ainda sonha, é transportado ao hospital. – O que faz aqui este rapaz de uma família tão poderosa? Perguntam-se os enfermeiros, conscientes e informados do contexto social decadente presente e exposto ao seus olhos diariamente. – Ao que nós chegamos. Ninguém escapa. Desabafam, descrentes num futuro melhor, fumando e abanado a cabeça com negação veemente à porta do hospital num curto momento de pausa da correria intensa diária do profissional de saúde …           

 

publicado por jaimepedrosa às 10:23
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Eduardo, o jovem bem parecido entra numa decadência feroz, adelga-se como que por doença repentina, a roupa folga e o corpo torna-se fino demais para suportar os tamanhos usados há bem pouco tempo. A face sugada, de onde sobressaiem ossos duros e afiados, dedos amarelecidos e descuidados, todo ele é desleixo. Por vezes, a roçar a falta de higiene, uma barba que teimosamente não desaparece e que o transfigura.

Os comentários surgem com rapidez, é olhado com desconfiança pelos que se diziam amigos. Apenas, os igualmente decadentes companheiros de vício o assistem. A companhia perfeita na perspectiva do sucesso social é objecto de desprezo, evitam-no.

Eduardo precisa ser ajudado e ninguém actua, vai escapando ao controlo de familiares e afundando-se num perigo alarmante.

- Meu filho, tens de ir ao médico. Pareces-me doente, estás tão magro! A mãe com os receios do grande mal que vai calculando, faz esta recomendação com os olhos aguados de um estado nervoso agudo. - Oh mãe deixa-me estar em paz. Não stresses! O próprio vocabulário muda, as palavras são práticas, usados nos grupos na negra, perigosa e violenta urbe nocturna. A ira toma conta dele, sabe estar a ser descoberto, e consome-lhe os olhos reluzentes esbugalhados. Eduardo está possuido por um poder arrasador.

O dinheiro da sua conta escoa, escasseia como nunca. A vida de luxos que praticava permitia-lhe sempre ter meios mais que suficientes, inclusive para esbanjar.Estranhamente, com frequência pede aos pais que contestam com surpresa. Porém, acedendo às solicitações, dado que a fortuna é imensa e não serão algumas centenas de euros que lhes alteram a situação financeira de conforto.     

publicado por jaimepedrosa às 17:45
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

- O nosso filho está diferente. Afirma a mãe numa conversa de ocasião com o pai. Este, com teimosia nega as evidências. - Mas ele está muito magro e sempre a sair com os amigos. É a toda a hora, até à semana. - Oh!Oh! Lá vens tu com as tuas preocupações desnecessárias. Deixa-o estar em paz e não cries falsos problemas. 

Nessa semana, Eduardo começou a aparecer menos no local de trabalho, o seu gabinete acumula projectos e dossiers que não têm o seguimento desejável. Frequentemente, Eduardo não dorme em casa. - Deve andar com alguma rapariga nova. Diz o pai, sempre distante do meio familiar, pensando apenas e constantemente no trabalho e negócios.

Empresário de grande sucesso, líder de empresas em alta no mercado. Porém, a família ficou sempre para segundo plano, o tempo nunca lhe permitiu acompanhar o desenvolvimento de Eduardo. A mãe preocupa-se quando se apercebe de alterações aparentemente súbitas, mas que acontecem há mais tempo do que imagina. A dedicação a actividades sociais retirou-lhe sempre espaço ao filho, este apenas foi sempre excessivamente mimado nos colégios destinados à educação da alta sociedade do Grande Porto.

A procura de emoções cada vez mais fortes e intensas leva-o a extender-se nos consumos, passando gradualmente a incrementar as doses e a experimentar, mais recentemente, o ecstasy e algumas linhas da droga ao alcance de quem tem mais posses. A adrelina constante era o que o movia sempre, experimentar cocaína pura colocou-o definitivamente na rota decadente da toxicodependência. 

Como choca um percurso tão rapidamente devorador do presente e futuro do jovem inexperiente que se uniu progressivamente a grupos de risco da sociedade. Ele que deveria ter uma vida quase perfeita pela frente...

Um retrato, não invulgar, mas sim tremendamente assustador...Eduardo não se apercebe do vício em que caíu, ele vive em constante alucinação anestesiante, agora é evidente para quase todos: O EDUARDO NÃO ESTÁ O MESMO. É viciado em drogas...      

publicado por jaimepedrosa às 11:56
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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Cai sobre ela e vagueia agora no sono profundo, corpo e cérebro gastos, explorados. São inertes agora e até ao momento rebentavam de energia. Passadas algumas horas acordam sucessivamente, arrastam-se lentamente pela casa, relaxam junto à piscina. Os pais finalmente dão notícias e avisam que chegarão dentro de momentos. Os convidados dispersam rapidamente, Eduardo deita-se a dormir com um estranho cansaço.

O início da semana espera-o com bastante trabalho, já recuperado entra com energia e naturalmente cumpre com o que lhe é destinado. É livre de gerir o seu tempo, porém não descura as tarefas que lhe são incumbidas. Se o início corre pela normalidade, com o passar dos dias anseia pela chegada do final da semana, sem deixar de imaginar já o momento em que será levado pelos extasiantes caminhos que o conduzem recentemente, que o fazem sentir nas nuvens.

Os meses avançam, a experimentação aumenta, torna-se uma rotina cada vez menos esporádica, ao invés, mais regular. A ambição desmedida de sensações diferentes aumenta o perigo, um processo de habituação desencadeia no vício. O disfarçe ainda é possivel face a quem lida com ele, que não se apercebe da transformação recente.

O tempo encarregar-se-á de demontrar se a brincadeira não passará disso mesmo ou se a decadência consumirá mais um jovem que apenas quer ser feliz e aproveitar o que entende ser o bom que a vida tem para nos oferecer...    

publicado por jaimepedrosa às 22:10
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

 

 

Estendida na longa cadeira ondulada em pele genuína, Alexandra provoca Eduardo que fantasia só em ver o apetitoso corpo da mulher de beleza indiscutível: os olhos azuis celestiais num rosto de mulher indisfarçadamente travessa, antagónicamente infernal, um cabelo loiro e liso preso, formas delineadas com elegância, porém robusta e firme, seios medianos de tonificação singular que explodiam da camisola de decote generoso; do umbigo reluz o piercing e da mini saia se alcançam as pernas largas e a meio o arredondamento proeminente que absorve os sentidos do aventureiro homem que lhe está defronte.

Como sabe do poderio que o rodeia e tem a ambição fácil da vida confortável, predispõe-se a cativá-lo com astúcia alicerçada na estrutura física esplendorosa. Com a manha que o define, Eduardo não se deverá deixar embevecer, apenas gozando mais uns momentos da loucura dos sentidos até ao limite.

 

Sem perder tempo lança-se na cadeira e beija-a de modo sôfrego, com apetite sensual devora cada centímetro com igual vontade e ela solta-se, deixando-se arrastar nos movimentos insinuantes e, não obstante interesse material, apoderam-se dela vibrações de excitação. Por entre mais umas já invariáveis passas, solta-se o espírito e sem tabus, despidos numa proximidade que não os intimida, apenas separados por uma parede fundem-se com veemência todos numa irresponsabilidade estimulante, sem tempo para pensar no dia de amanhã, disfrutando apenas a ocasião e desprendendo-se nas sensações libertinas, que pelo estado de alucinação se perderão do imaginário futuro.

– Como cheiras bem! Diz Eduardo, que por momentos navega nas mais obscenas ideias e concretiza-as num estado de irracionalidade provocada. A espaços prolongados não pronuncia uma única palavra e com força selvagem absorve Alexandra, segurando-a violentamente e suando sobre um corpo húmido e abandonado ao sonho real…      

publicado por jaimepedrosa às 12:45
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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

Tudo preparado para mais uma noite de festa. Antes de se dirigir à casa de praia de Eduardo, Bernardo encarrega-se de se fornecer do produto milagroso e já indispensável ao bem-estar e alegria dos seus momentos de diversão. Na Ribeira, já conhece os pequenos traficantes e sem receio busca aquilo que pretende. Aqui também já o conhecem. O betinho, como é tratado por aqueles que lá são nados e criados, é um comprador regular. Nas vielas é protegido porque sabem ser um cliente certo e inofensivo. O dinheiro não escasseia para Bernardo e, como tal, sobra para dispender em vícios cada vez menos inconsequentes. Gradualmente o consumo aumenta e o que começou por ser uma pequena brincadeira deixa de o ser a partir do momento em que o corpo já não consegue deixar de pedir o que lhe está em falta. Sem se aperceber do rumo dos acontecimentos, Bernardo torna-se um pequeno vendedor aos colegas que receiam ir para os sítios mais inacessíveis e perigosos da cidade, aqueles que não tencionam ver o seu nome associado ao flagelo. Já este, com a coragem incrementada pela necessidade, começa a conhecer e viver nos ambientes decadentes da cidade do Porto. De forma disfarçada para os mais desatentos e desinformados sai de lá com o objectivo cumprido.

Após curta viagem, foi o último a chegar a casa de Eduardo e por esta altura já alguns se encontravam alegremente alcoolizados. Enquanto isto, os mais moderados abandonam e despedem-se. Agora, apenas restam os dois amigos, Alexandra e Cátia. Era uma animação despida de preconceito e disponível para a mais pura farra dionisíaca, uma festa à boa maneira de Baco. O ponto em que se encontravam e o à vontade demonstrado faziam supor boas atitudes mundanas dado estarmos em presença de quatro seres extrovertidos, liberais e dispostos a tudo pelo prazer emocional...

- Está muito quente aqui não acham? Dizia com malícia explícita Eduardo, cada vez mais homem cioso de prazer carnal. Simultaneamente, arrisca com dose de certeza a passar a mão na perna despida de Alexandra que sobressai numa provocante mini-saia. Ela sorri, daquela maneira que só as mulheres acessíveis e interesseiras conseguem. Mas como ela era vistosa, chamativa e quente...

Um sorriso que o estimula e lhe transmite a certeza de noite inesquecível...   

publicado por jaimepedrosa às 23:07
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