Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Certeza Divina!

 

Hoje tive noticia da morte de um pai de familia...

Os seus dias chegaram ao fim de forma súbita. Um homem de meia idade deixa um lar destroçado, uma mulher com quem era casado há cerca de uma dezena de anos e um filho, um menino de apenas sete primaveras.

O quadro era tipicamente de uma familia feliz...

Dificuldades económicas era coisa que não existia, um casamento sem problemas relevantes e a educar uma criança com tratamento de princípe...

O que era um exemplo de conto de fadas chega ao fim e o cenário agora é de dor, tristeza, de uma legítima revolta e indignação!

A situação não ocorre na minha familia, na minha casa. Mas, o azar bate a todas as portas mais cedo ou mais tarde. Que triste é um acontecimento desta natureza! Porque é que a felicidade é retirada de forma tão brusca, tão violenta?

Porque é que me aborreço com pequenos pormenores da vida? Porquê tanto stress, angústia, frustações sem motivos justificativos e verdadeiramente fortes? Porquê discutir com o pai, mãe, avós por divergências inúteis?

São questões que neste momento pairam sobre nós e para as quais, sem dúvida temos resposta. O ideal seria conseguir evitar estas situações.

Porém, como seres humanos que somos não actuamos sempre por uma orientação mais lógica, adequada, serena e lúcida. Temos instintos, sangue a correr nas veias e um coração que bate à feição do momento.

Porque somos e sempre seremos seres mortais e sabendo que a memória nos foge e que no que hoje reflectimos amanhã olvidamos, tentemos viver mais em harmonia com o próximo, aproveitar os momentos bons e relativizar os menos bons.

Isto porque a vida tem também momentos felizes...aproveitemos...

Porque tem momentos menos conseguidos...relativizemos estes...

Mas acima de tudo porque a única certeza que temos, nesta passagem efémera de que dispomos de fazer parte do mundo dos vivos, é que tudo terminará com a fria e implacável morte...

VIVAMOS A VIDA EM HOMENAGEM AOS QUE DELA DEIXAM DE FAZER PARTE...

FIM 

  

 

publicado por jaimepedrosa às 21:46
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1 comentário:
De brmf a 31 de Maio de 2006 às 11:20
Meu caro,

é como dizes, "como seres humanos que somos não actuamos sempre por uma orientação mais lógica, adequada, serena e lúcida. Temos instintos, sangue a correr nas veias e um coração que bate à feição do momento", isto é que torna a vida verdadeiramente interessante.

"Porquê tanto stress, angústia, frustações sem motivos justificativos e verdadeiramente fortes", a vida tem que ser assim se não seria monótona, já reparaste que se tudo fosse simples, a vida seria uma monotonia. Aliás, só damos real valor â calma porque existe stress, só damos valor à beleza porque existe o feio, só damos valor à honestidade porque existe desonestidade e por aí fora.

Lei de Goodhart: "Mal um indicador económico se torna um objectivo de política económica, imediatamente esse indicador perde a sua relevância enquanto instrumento condutor de política." . Esta lei económica pode ser trasposta para o campo dos sentimentos.

Temos que viver no meio do caos para darmos valor à organização. Só damos valor ao que não temos. Por exemplo: gostamos de lagosta por que comemos de forma rara, se a comessemos todos os dias, certamente não gostaríamos tanto.

Abraço.

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