Terça-feira, 28 de Março de 2006

Benfica-Barcelona

 

Hoje há jogo grande!

O clube da luz entra em campo para mais uma jornada europeia. Após ter afastado da competição dois históricos ingleses, neles incluído o ainda detentor do troféu, o Benfica tenta novamente surpreender uma Europa do futebol dominada por equipas de orçamentos gigantescos em que através de um pensamento simplista e lógico só as equipas mais apetrechadas imperariam. É esta tendência que desejamos ver esbatida. De facto, já o heróico Porto de Mourinho demonstrou que conjuntos bem organizados e dirigidos tem armas para derrubar as grandes potências. Todavia, a conjuntura do futebol europeu dessa época foi um pouco atípica na medida em os «gigantes» foram sucessivamente eliminados.

Possuir unidades do calibre de equipas como esta do Barcelona é um privilégio. O clube espanhol tem alguns dos melhores intérpretes do futebol mundial. As suas unidades ofensivas emprestam um talento imenso ao jogo. Quem tem um armador de jogo da classe de Deco, um fenómeno como Ronaldinho, o prodígio Messi e o goleador refinado Eto'o pode ter uma confiança inabalável. Estes sim, são os verdadeiros galácticos, a equipa que pratica o futebol mais atractivo da Europa.

Por outro lado, que armas poderá ter este Benfica? Esta equipa já demonstrou que tem um desejo enorme de se impor nas competições europeias e conquistar novamente o respeito que a sua história recheada de êxitos lhe conferiu. Os pupilos do holandês constituem um caso estranho na medida em que cederam na competição nacional suprema, em que a regularidade e a dinâmica de vitória é imprescindível. Nesse aspecto Koeman também falhou. O líder deve manter os seus comandados com  a máxima concentração em todas as frentes.

Esta equipa transcende-se nos jogos europeus, jogando com uma motivação e uma concentração muito forte.

A defesa encarnada tem demonstrado nestes jogos uma grande solidez travando com sucesso jogadores com craveira indíscutivel. Toda a equipa constitiu um bloco organizado e compacto com inteligência táctica e frieza emocional. Esses pressupostos de jogo tem de se manter no jogo de hoje. A concentração é a chave para um possível desfecho favorável. É fundamental cortar todas as linhas de passe possíveis ao «maestro» Deco para que Ronaldinho e Samuel Eto'o não tenham o elemento essencial para causar danos (a bola). Vamos esperar que Koeman incuta o mesmo espírito aos seus atletas e que estes repitam o façanha de vencer brilhantemente na champions. A parada desta vez subiu até ao topo, vamos defrontar os melhores. Esperemos que Portugal mostre a «nuestros hermanos» que o poderio económico não é tudo, desejando que com uma vontade enorme e o talento dos nossos homens os vençamos.

Com efeito e concluindo desde já, lutem, mostrem a raça e o talento nacional de que Quaresma, com o pensamento medíocre demontrado esta semana, parece não fazer parte...                   

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publicado por jaimepedrosa às 01:42
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1 comentário:
De brmf a 28 de Março de 2006 às 10:54
Bela posta
Até os comemos. E venham eles!

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