Terça-feira, 12 de Setembro de 2006

Pureza do interior

 

Após o jantar e cansada de trabalhar chegava o fim de semana. Lurdes vai para o quarto.

Ao sentir bater na janela novamente, levanta-se com uma energia inesperada. Hoje o risco ia ser maior e corajosamente partem rumo a uma das casas dos Sousas, uma rústica habitação com moderno requinte de interiores, uma surpresa que João lhe queria proporcionar.

 O cansaço já não existia agora, a emoção sobrepunha-se-lhe. Noite escura, avistam o paraíso,o esconderijo, o ninho como João com malícia carinhosa e inofensiva lhe chamava. Ela, surpreendida com um luxo que nunca havia contemplado, mantém-se muda e observa os sofás macios de pele clara, modernas tecnologias que nunca os seus olhos tocaram. Insegura por esta qualidade de vida díspar da sua, porém segura do que sentia...

Ele mostra-lhe tudo, mas com a modéstia própria que sempre tem; ela fascina-se com os pormenores de bom gosto, as luzes indirectas, os lençois alvos acetinados sobre camas sólidas de design simples, a lareira: - Que linda casa que tens João! - diz ela sem pretensões e ele tímido acata: - Não é minha, mas sim dos meus pais. Esta humildade dá-lhe segurança e tranquilidade, excita-a, ela não aguenta mais sem senti-lo a abraçá-la. Ele dá-lhe a mão e beija-a na face com a ternura que a arrepia, toca-a no braço e envolve-a no seu corpo forte, conforta-se e solta-se. Com beijos sôfregos e quentes, num ambiente tranquilo a razão é esquecida e o coração actua a uma só força...o calor humano era tórrido...

Lurdes traz um vestido leve e fresco num corpo suado; a inquietude da inexperiência mescla-se com a força e potência de dois jovens apaixonados. Ele toca-lhe os cabelos negros com um vigor de desejo e provoca-lhe uma respiração forte e ofegante; descontrolada já Lurdes tira-lhe a camisa suave com força e os corpos contactam com veemência feroz:

- Eu amo-te! Diz-lhe ele e o entusiasmo crescente dispara, as carícias são mais intímas, descobrem os segredos que sabiam que os corpos tinham, mas sem a experiência que o confirmasse: - Como é bom meu amor!- Tudo se consuma, encaixam-se com a singularidade de quem realmente se ama. Uma infindável descoberta de emoções e prazer e o conforto da companhia desejada...

Com um saudável desgaste físico adormecem entrelaçados e desnudados. Acordando a meio da noite, João contempla-a, era de uma beleza sem igual, que saudável e pura menina lhe agarrou o coração, acordou o espírito.

Um sensual erotismo era o quadro de uma cama em que os dois dormem agora descobertos com o quadril largo geométricamente desenhado em destaque e a perna morena suavemente colocada sobre as dele, a cabeça assente no peito ginasticado e as mãos nos visíveis e chamejantes seios...

Uma vista de ternura com um aparatoso e ingénuo erotismo...     

publicado por jaimepedrosa às 16:31
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