Sábado, 7 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

A noite estava a ser do agrado de todos. Deslocam-se a uma das discotecas mais emblemáticas do Porto, a euforia era desmesurada. A dança acompanha o ritmo tribal da música e Eduardo solta-se como nunca. A diversão não conheceu entraves e apenas terminou no amanhecer com o regresso a casa.

Quando acorda com a sua amiga loira ao lado cai em si. Finalmente chegou a lucidez. Simultaneamente pensa para si: Aquilo pôs-me mesmo louco! Que sensação! Com delicadeza despede-se da companheira de ocasião e toma um banho para acordar definitivamente. Não ficou com receio, mas antes com um perigoso instinto de continuar a divertir-se desta forma. Gradualmente ia voltando ao estado normal. Nada melhor do que uma partida de ténis com Bernardo para recompor as energias. Sentados na esplanada do clube, conversam animadamente sobre os acontecimentos da véspera. O amigo já se tinha tornado um consumidor regular das ditas drogas leves e acha graça às reacções que também já foram as suas. - Estive com a Alexandra na garagem e fui à lua! E diverti-me como nunca no Chic esta noite! Foi uma loucura! Diz isto com os olhos ainda brilhantes e húmidos da ressaca da véspera.

Estava tão fatigado que apenas lhe sobrava a possibilidade de descansar o resto da tarde, adormecendo em sua casa no enorme sofá beje da sala. Acorda com o telefonema do amigo que sugere mais um convívio dos habituais. Ainda a reflectir com entusiasmo nos acontecimentos da véspera aceita prontamente a ideia e encarrega-o de convidar os colegas e amigos.  

publicado por jaimepedrosa às 15:30
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Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Para que te quero?

 

De facto, as amigas que o rodeavam seriam apelativas a qualquer mortal. Pareciam escolhidas a dedo, loiras, morenas e ruivas. Muitas descomprometidas e a festa promete! São constantes os apelos à perdição a que Eduardo vai renunciando. Porque será? Os seus amigos vão metendo-se à conversa com algumas das presentes e ele continua a discutir acesamente política com Bernardo. Este acende um charro e Eduardo não resiste a experimentar. Após várias rejeições, decide-se a provar. Ninguém sabia onde estavam e tão pouco se preocupavam. Todos se iam divertindo e, na garagem, os dois vão fumando e a alucinação inicia. Ao saírem da garagem, cruza-se com Luisa, a loira espanpanante, de olhos azuis e corpo que se destaca a longa distância. Já com a mente perturbada e loucamente descontrolado e extrovertido beija-a com força e ela não lhe resiste, entregando-se nos seus braços na garagem. A sensação era de ferocidade selvagem e a energia inesgotável. Tudo o que é imaginado é realizado em velocidade reduzida com um prazer redobrado. Ela nem sente o que o colocou neste estado até porque também tinha bebido para além do que estaria ao seu alcance. O sexo era forte e violento em cima do clássico Porsche branco do pai. Todavia, em cima todos se mantinham distraídos com a músicas em décibeis elevadíssimos. Como estava a ser bom e prolongado, ele nunca tinha disfrutado de tamanho prazer e ela estava surpreendida com a fogacidade do Eduardo. Como eram mundanos e inconscientes, com a felicidade espontânea e momentânea numa noite de excessos...  

 

publicado por jaimepedrosa às 17:22
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